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  Regras do Blog | Perfil do tpadua 17 de novembro de 2018  


07/07/2018
A arte de fazer música dormindo - Álvaro Costa e Silva

Não foi bem o que os entendidos chamam de revelação cósmica, mas causou surpresa. O cantor Diogo Nogueira, em entrevista a Pedro Bial na televisão, contou que, em sonhos, ouve o pai João Nogueira solfejando para ele melodias inéditas. Bamba do samba, continuador da estirpe sincopada de Geraldo Pereira e Wilson Baptista, João morreu há 18 anos. Diogo, herdeiro da voz do pai, excelente cantor e que de bobo não tem nada, aproveitou o embalo de Morfeu e pôs letra na música das esferas. 

O resultado possivelmente estará no próximo disco de Diogo Nogueira e será tratado pela gravadora como trunfo para divulgação. Se a qualidade se aproximar do que, em vida, João Nogueira fez com o parceiro Paulo César Pinheiro, ficaremos todos felizes e pedindo mais.

Não é novidade que compositores revelem inspiração em sons ou versos soprados nos sonhos. “Agoniza Mas Não Morre”, o clássico de Nelson Sargento, brotou-lhe depois de um cochilo. O caso mais célebre é o de Paul McCartney: a melodia de “Yesterday” teria lhe aparecido pronta enquanto ele dormia.  O problema é quando o parceiro morreu e precisa ser psicografado, sabe-se lá como.

Pois também tenho uma revelação a fazer. Em 1986 costumava ir ao Buraco Quente, no morro de Mangueira, para ter longas conversas com Carlos Cachaça, que sempre desaguavam no nome de Cartola, morto em 1980, amigo, parceiro, compadre e concunhado de Carlos. Eu estava obcecado —e ainda sou— pelo episódio conhecido como sumiço de Cartola, quando, na década de 1950, ele se afastou da escola para viver um amor bandido. 

“Sei de tudo, mas prometi nunca contar nada do que se passou”, me falava Carlos Cachaça. E aproveitava para dizer que Cartola lhe surgia em sonhos, para lembrar a promessa e mostrar um samba inédito que precisava de letra. “Continuo a compor com ele, dormindo. Mas não mostro pra ninguém.” Encaminhado por Carlos SA.




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