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  Regras do Blog | Perfil do tpadua 19 de dezembro de 2018  


10/04/2018
Frente pela democracia - Nabil Bonduki

A frustração com a política, a polarização extremada e a intolerância são ingredientes para a emergência de regimes autoritários. Ainda mais se alimentados por uma crise econômica prolongada, pelo desemprego e pelo medo.

É o Brasil nos últimos quatro anos. A cada novo acontecimento, fica mais claro o risco de um retrocesso. Regimes autoritários surgem em circunstâncias como a brasileira. Muitas vezes, por vias eleitorais.

O partido nazista cresceu em eleições, com apoio popular. Hitler chegou ao poder em 1933, graças à frustração com aRepública de Weimar, que não enfrentou a devastação pós-Primeira Guerra.

Nas Filipinas, o autoritário presidente Duterte foi eleito em 2016, com a decepção popular com a elite governante, incapaz de combater a pobreza e a violência. Na campanha, afirmou querer matar os 3 milhões de tóxico-dependentes.

Na Turquia, Erdogan, reeleito em 2014, usa o estado de emergência, criado após uma tentativa de golpe, para reprimir a oposição. Cerca de 150 mil pessoas foram demitidas e 50 mil foram detidas por supostos vínculos com o golpe.

No Brasil, cresce o descrédito com as instituições democráticas, partidos, Legislativo, Executivo e Judiciário, alimentado pela polarização política, abrindo um perigoso espaço para o autoritarismo.

O governo Temer, cuja legitimidade é contestada, tem apenas 6% de aprovação. Seu programa, neoliberal, não eleito, é impopular, mas vários candidatos disputam esse campo político (centro ou centro-direita) sem entusiasmar o eleitor. 

As polêmicas decisões judiciais que levaram à prisão de Lula elevaram o descrédito no Judiciário. Sua provável exclusão das eleições, em que figura com 37% das intenções de voto, que dificilmente serão transferidos, resultará na ampliação da frustração popular.

Enquanto grupos organizados de direita, antilulistas, festejam até em bordéis com cerveja grátis, parte significativa da população sente-se órfã e descrente nas instituições.

Nesse contexto, Bolsonaro, com um forte viés autoritário, lidera quando Lula é excluído. Ele vocaliza o descrédito no sistema democrático e a ideologia da segurança, de apelo popular. Porta-voz de um segmento, os agentes policiais, capilarizado em todo o país, tem uma base popular de direita, que saiu do armário.  

É fundamental a formação de uma ampla frente democrática, antifascista. O país precisa debater e pactuar, em um ambiente democrático, saídas para a crise.

O golpe contra Dilma e o impeachment preventivo de Lula foram planejados para viabilizar um programa neoliberal. Mas, de fato, vem abrindo o espaço para uma alternativa autoritária e populista, que custará caríssimo para o país.Encaminhado por Carlos SA.

 




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