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  Regras do Blog | Perfil do tpadua 17 de janeiro de 2019  


14/04/2018
O flagelo das águas - Por Jacob Fortes. 13.04.2018

Jacob Fortes de Carvalho, de Sobradinho

No vácuo do noticiário da respeitável e vitalícia corrupção chegam notícias dos aguaceiros diluvianos que o céu despeja sobre as regiões Norte e Nordeste; fazem transbordar riachos, ribeirões, açudes e, de quebra, carregam pontes e danificam estradas. A abundância de hoje flagela a mesma gente que ontem, vexada pela escassez, invocava todos os santos por meio de rezas de devoção, prédicas e “súplicas cearenses” para que caísse uma gota no chão.

Apesar dos transtornos, apuros e aflições que essas intempéries tropicais acarretam, dignas de solidarizarão, merecem boa acolhida, pois, abundantes ou escassas, são dádivas do céu. Mas isso não diminui a parcela de culpa do homem. Diferentemente dos recatados sertanejos, obedecente aos mandamentos da natureza, as comunidades urbanas não conseguem se desvencilhar da prática de invadir o sagrado caminho das águas e demais depressões necessárias ao armazenamento desse precioso liquido. A natureza tem seu modo próprio de retaliar as imprudências. Quem, por vontade deliberada, optou por edificar no território das águas, agora paga o preço da teimosia. Os aguaceiros infligem aos invasores margeantes castigos severos que, por vezes, vão além dos cometimentos faltosos. É a natureza reagindo. Afinal, não falta quem se ocupe em violá-la, submetê-la a estado de tortura, despir-lhe o verde, as matas, deixá-la em estado retorcido, hemorrágico. Pena que o homem seja um ser refratário a emendar-se; recalcitra facilmente. As mesmas comunidades imprudentes de hoje irão, inevitavelmente e absurdamente, recidivar amanhã: construir sobre o mesmo território das águas. E não se cogite que irão fazer às ocultas, mas perante a passividade de um poder público míope, amoucado, indiferente feito uma palmeira ao luar.




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