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  Regras do Blog | Perfil do tpadua 19 de setembro de 2018  


27/12/2017
Solidão na noite de Natal - Por Jacob Fortes

Jacob Fortes de Carvalho, de Sobradinho

Na noite de NATAL de 2017 recebi um telefonema de uma ledora dos meus escritos. Durante a conversa, que encerrava congratulações natalinas, foi possível perceber que a telefonadora privava da companhia não unicamente de sua  árvore de natal, (de luzes tão intermitentes quanto os faróis dos pirilampos erradios, nas noites,) mas também de outra companheira: a solidão. Dava até para ouvir, se é que isso é possível, a respiração desta companheira, ora infamada, ora exaltada. A circunstância instou-me a suscitar considerações acerca da solidão cujos sintomas, pelo que dizem, encerram sensação de vazio, de tristeza, de isolamento.

Embora muitos a tenham como ser malévolo outros a consideram benévola. Essas posições antagônica faz lembrar a teoria da motivação humana: o que motiva José não motiva Maria. A escritora Clarice Lispector afirma que a solidão é um luxo. Bilac dizia que a solidão afeia as pessoas. Há quem diga que  a solidão é a melodia silenciosa do vento. O filósofo alemão Friedrich Nietzsche, que trazia consigo o princípio da cautela insistia em tom de convicção: "Não me roube a solidão sem antes me oferecer verdadeira companhia." Outras vozes são de parecer  que a presença da solidão permite ao homem encontra-se consigo. Ao opinar sobre a solidão assim se manifestou o poeta José Fernandes:

O mal que a solidão faz não se cura com dinheiro.

Trabalho de macumbeiro, plantações medicinais.

Cessões espirituais, conteúdo de oração.

Troca de religião e nem receita de doutor.

Dê uma esmola de amor às vítimas da solidão.

Quanto ao que me parece acerca do tema prefiro aguardar. Apenas fio-me que esse fenômeno (que impinge tristeza a muitos) não tome o alvitre de vir juntar-se à manada de malfeitores que deliberaram fazer do meu cangote o seu rancho.




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COMENTÁRIOS
Enviado por: jose leitao - E-mail: leitaozinhodf@gmail.com

Caro Jacó, independente de quem se arranche em seu cangote, o texto é bom e oportuno. Nietzche foi exato. Eu apenas citaria, da sabedoria baiana, que "tudo muito é demais". Grato pelo texto e bom ano prá voce.



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