Busca:
   Acontece
   Artigos
   Condomínios
   Entrevistas
   Fazendo Arte
   Galeria
   Gente
   Opinião
   Promoções
   Sobradinho
   Sobradinho II
   Úteis
   Vale a pena acessar
   Esporte
   Sobradinho 48
   Planaltina
   Paranoá
   cobertura
Busca
Busca
Receba em seu e-mail as atualizações de nosso blog
Nome
E-mail
cadastrar desativar
 
  Regras do Blog | Perfil do tpadua 23 de outubro de 2018  


22/10/2018
Jair Bolsonaro... - Celso Rocha Barros

Jair Bolsonaro não representa o regime de 64. Representa sua dissidência extremista, que revoltou-se contra a abertura de Geisel. O ídolo de Bolsonaro não é o moderado Castelo Branco, que provavelmente gostaria mesmo de ter restaurado a democracia. Não é oGeisel, que matou gente, mas deu início à restauração. Não é nem, vejam só, o Médici.

O ídolo de Bolsonaro, o autor de seu livro de cabeceira (segundo ele mesmo disse no Roda Viva), a entidade a quem Bolsonaro consagrou o impeachment, é o torturador Brilhante Ustra. Com um santo protetor desses, não impressiona que Temer tenha dado o azar de receber o Joesley.

 Jair Bolsonaro em frente à bandeira do Brasil no dia do primeiro turno des eleições de 2018 - Mauro Pimentel/AFP

O culto a Ustra é lepra moral, mas não é só isso: é uma reivindicação de linhagem. Na convenção do PSL, Eduardo Bolsonarocomparou Ustra a Janaina Paschoal, possível candidata a vice na chapa de seu pai. 

Janaina se disse chocada com a comparação, e ultra-bolsonaristas como Olavo de Carvalho pediram sua cabeça. O vice foi Mourão, que tem Ustra entre seus heróis. O discurso de Eduardo Bolsonaro foi um teste de lealdade.

Bolsonaro representa, enfim, a facção das Forças Armadas que ganhou poder quando a tortura se tornou parte importante do regime. Bolsonaro é o porão.

Leiam o Gaspari: os militares e policiais que controlavam do porão logo se tornaram bandidos comuns, que os generais temiam que instaurassem a baderna na hierarquia. Aproveitaram-se do direito de atuar à margem da lei para ganhar dinheiro. Um célebre torturador se tornou um dos chefes do jogo do bicho no Rio de Janeiro. Outros se envolveram com esquadrões da morte, aquela turma que cobra dez para matar bandido e vinte para matar seu cunhado e mentir que ele era bandido.

Essa turma não queria voltar a ser guarda da esquina, não queria voltar a ser só capitão de Exército. Compraram briga contra a abertura de Geisel. Perderam.

Ainda houve, entretanto, tempo de Geisel reconhecer o velho inimigo de cara nova: em entrevista 
ao CPDOC [Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea da FGV], disse que Bolsonaro era um "mau militar". 

Bolsonaro não é o anti-Lula. Bolsonaro é o anti-Geisel.

Como combater o porão? Aprendendo com quem de fato já o venceu.

No segundo turno de 1989, Ulysses Guimarães deixou claro que apoiaria Lula se recebesse um telefonema dos petistas. O telefonema não veio. Lula até hoje se arrepende disso, e afirma que foi um dos maiores erros de sua vida. Foi mesmo. Só por essa, Lula já mereceu perder.

Lembrem-se: Ulysses era muito mais conservador do que a turma que hoje posa de "centro" no Brasil. Lula em 1989 era muito, mas muito mais radical do que Haddad jamais será. Collor era uma ameaça incomparavelmente menor do que Bolsonaro à democracia. 

Mas Ulysses tinha os instintos morais certos, e sabia do que devia sentir ódio e nojo. 

Ulysses não era um idealista ingênuo. Se Lula vencesse, Ulysses jogaria para moderá-lo, e jogaria pesado.

Era uma raposa como poucas, não um desses Cunhazinhos one-hit wonders que só fazem sucesso por um ano.

Jogaria contra o radicalismo petista com Congresso, mídia, Judiciário, o que mais estivesse à mão.

Mas na hora em que foi preciso, Ulysses apoiou Lula. Não fugia de guerra. Desse, o porão tinha medo.

Esse, sim, é mito. 

Daqui a uma semana, só haverá duas opções: votar como Ulysses, ou votar contra Ulysses.




« voltar  |  Enviar este conteúdo  |  Imprimir este conteúdo  |  Comentar esse conteúdo  |  



SEM COMENTÁRIOS



22/10/2018 - A morte da Livraria - Ruy Castro - A megafilial carioca da Livraria Cultura fechou as portas. Ficava...
22/10/2018 - Sem direção e faixa etária - Rubens Shirassu Júnior - Política é uma coisa séria, eleição outra, onde fatores...
20/10/2018 - Macaco Simão...Urgente - Buemba! Buemba! Macaco Simão Ugente! O esculhambador-geral da Repúbica!Piada...
20/10/2018 - Mentiras cavalares e militares - Mário Sérgio Conti - O mundo se curva diante do Brasil. De novo,...
19/10/2018 - Macaco Simão...Urgente - Buemba! Buemba! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da Nação!BAFO!...
19/10/2018 - O Estado... - Por Carlos Henrique Abrão e Laércio Laurelli - O Brasil atual vive a sua casa dos horrores,...
16/10/2018 - Macaco Simão...Urgente - Buemba! Buemba! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República!Segurança!...
16/10/2018 - Midias Sociais - Pablo Ortellado - A armadilha eleitoral em que nos metemos tem muitas...
13/10/2018 - Bolha - Fernanda Torres - No programa de David Letterman na Netflix, Barack Obama...
11/10/2018 - O ódio do bem do petismo - Cora Rónai - O Globo - .Milhões de eleitores foram agredidos pela retórica de Lula...
Destaques
Registros Históricos - Carlos I.S. Azambuja
São registros históricos que comprovam a veracidade do que dizemos quase que diariamente. Quem diz o contrário é ignorante, por não ter nascido naquela época e não haver estudado a História verdadeira (com agá maiúsculo), ou por ser mal intencionado mesmo, como...



Pólo de Cinema. O sonho não acabou, ainda - Pedro Lacerda*
Não é a primeira vez que alguém tenta acabar com o sonho do Pólo de Cinema e Vídeo Grande Otelo, localizado em nossa Sobradinho. Desta vez, nos parece que é o próprio governo que está pretendendo dar um fim...



Marcada para segunda-feira,4, Audiência Pública para tratar do Ribeirão Sobradinho
Está marcado para acontecer dia 4 de novembro, uma segunda-feira, Audiência Pública proposta pela Câmara Legislativa do Distrito Federal exclusiva para tratar do Ribeirão Sobradinho. O evento será às 15 horas na Casa do Ribeirão Q. 9 Área Especial, frente para...



Busca