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  Regras do Blog | Perfil do tpadua 19 de junho de 2019  


03/06/2019
Bolsonaro, cadê sua agenda política? - Jorge Serrão

Enche o saco constatar que o Brasil é um País inviável com seu Estado Capimunista - ladrão, corrupto,  ineficiente, injusto e abusivamente interventor na vida das pessoas e empresas. O povo já foi várias vezes para a rua pedir mudanças. Na mais recente, até botou medo nos canalhas do mecanismo e seus agentes bandidos ou “inocentes inúteis”. Apesar disto, o Crime Institucionalizado não só persiste como se reinventa, para que o Sistema se readapte para mudar o mínimo possível – ou quase nada.

A surpreendente vitória de Jair Messias Bolsonaro e Antônio Hamilton Mourão na eleição Presidencial de 2018 trouxe a esperança de mudanças e melhoria do Brasil. Infelizmente, a maior crise política, econômica, moral e ética da História do Brasil persiste e resiste, com seus desastrosos efeitos amplificados. Entrando no sexto mês de gestão, felizmente, a maioria do povo ainda tem fé e aposta que o melhor ainda é possível de se tornar realidade. A única dúvida problemática é o prazo para a efetivação da “solucionática”.

A extrema mídia se aproveita muito bem desse estado crítico de incertezas. Tal expectativa deixa muita gente ansiosa. A “demora” gera tensão individual e choques emocionais. Muitos equívocos de análise são propagados, sobretudo nas redes sociais, em função do descontrole de quem “senta o dedo” nos seus smartphones e computadores. O ambiente não fica mais carregado porque a “oposição” política e midiática – baseada na burrice ideológica - peca por incompetência, imbecilidade e infantilidade.

O Governo poderia ajudar a baixar a tensão se deixasse clara, pública e transparente a sua Agenda Política (o que fazer, como fazer, com quem fazer, com quanto fazer e os prazos para fazer). Por enquanto, a gestão Bolsonaro sofre por seus próprios erros estratégicos. Falhou feio na prioridade para a “reforma da previdência” – tema que não foi prioritário na campanha. Agora a maior parte da “solução” fica na mão de políticos com a falsa vontade de resolver... Até julho, no máximo começo de agosto, é preciso fugir desta armadilha, ou, como diria o caboclo, “vai dar merda”...

O Brasil tem muitas prioridades urgentes. As reformas tributária e fiscal são imprescindíveis para destravar a economia e viabilizar os investimentos que só não acontecerão se o Governo se mostrar fraco e incompetente. Também é preciso sinalizar uma profunda reforma do sistema estatal na União Federal, estados e municípios. Tem de qualificar e dar transparência aos gastos a serem fiscalizados diretamente pelos cidadãos – e não apenas por aqueles “tribunais de contas” que, até agora, mais acobertaram que combateram a corrupção sistêmica.

Mais fundamental ainda é dar o pontapé inicial no debate sério para a reforma política, com a adoção do voto distrital já na eleição municipal de 2020. Vereadores devem ser eleitos nos bairros (distritos) – e não na cidade inteira. É imprescindível garantir a efetiva representatividade, fortalecendo o poder local e facilitando o legítimo poder de pressão popular. Além disso, baixar o custo da eleição seria tudo de bom. Inevitavelmente, novas lideranças surgirão.

O prometido “Mais Brasil e menos Brasília” começa assim... O Presidente Bolsonaro tem de colocar, claramente, tais prioridades na Agenda Política. Cadê a sua, Bolsonaro? Você precisa aprimorá-la e divulgá-la, insistentemente, a cada oportunidade que tiver. Presidente da República existe para liderar os processos de transformação. Se Bolsonaro não agir ativamente, ficará refém da politicagem e aí nem terá direito de reclamar. A culpa do fracasso será inteiramente dele.

Nosso lendário Mantiqueira sempre ressalva que a situação brasileira, em junho de 2018, era de muito mais incerteza, desconfiança, pânico e “desgovernabilidade”. Bolsonaro está concluindo, apenas, seu primeiro semestre dos oito programados de Governo. No entanto, o Presidente não tem o direito de errar naEstratégia Política, no timming e, muito menos, nas Prioridades.    

Bolsonaro, apresente sua Agenda. Mostre, até cansar, tudo que você considera bons resultados. Não caia no isolamento. Fuja dos puxa-sacos e ouça mais estrategistas como Antônio Hamilton Mourão, Augusto Heleno e Maynard Marques de Santa Rosa – além de outros que tenham capacidade objetiva de planejar, aconselhar e realizar o que ficou prometido. Enfim, cumpra a função e a missão de Presidente da República.

Por favor, Bolsonaro, tire a farda daquele capitão e rasgue o terno daquele deputado apagado da periferia do Centrão do Congresso. Tais personagens pertencem ao passado. O presente e o futuro dependem do personagem em cena há seis meses: o Presidente da República – que pode ser bem humorado, e um ótimo comunicador popular.

Presidente Bolsonaro, você só tem de lembrar, acima de tudo e cada instante, que deve e precisa ser um fiel executor de uma Agenda Política conservadora e a favor das reformas estruturantes para as mudanças estruturais no Brasil. Bolsonaro é o chefe de um Governo de Transição. Se esquecer de tais detalhes fundamentais, você corre alto risco de fracasso. Só que isto não está na agenda dos brasileiros de bem e do bem.   

Bolsonaro, cumpra a Agenda Política do Governo de Transição. Depois, faça o que quiser e a vida democrática permitir. Se a sua eleição foi uma surpresa para muitos, então surpreenda, também, presidindo muito bem o Brasil.




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