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  Regras do Blog | Perfil do tpadua 19 de junho de 2019  


10/01/2019
"Cruzada contra a Globo", dá IBOPE, mas é burrice - Jorge Serrão

Jorge Serrão

É uma estupidez estratégica qualquer campanha ostensiva para tentar destruir um veículo de comunicação com hegemonia da audiência e popularidade. Não é prudente, muito menos útil, a governos cometerem a infantilidade de encarar uma batalha que costuma gerar mais prejuízo que benefícios. Guerra de Comunicação é vencida com propostas de construção de uma imagem correta e verdadeira – e não com a suposta destruição de uma mídia classificada como “inimiga”.

É por isso que soa como piada a notícia de que o “Presidente Bolsonaro começa sua cruzada contra a Globo” – divulgada ontem pelo “Blog Sala de TV” do Portal Terra. A reportagem revela que “a imprensa repercute um projeto do deputado federal eleito Alexandre Frota (PSL-SP), aliado do Presidente e ex-ator de novelas da emissora, para proibir a prática do BV (Bonificação por Volume), mecanismo que beneficiaria o canal carioca. Trata-se de uma comissão que as empresas de TV pagam às agências publicitárias para que sejam privilegiadas com as verbas dos maiores anunciantes do Brasil”.

Ressalvando que Frota afirma ter o apoio das principais concorrentes da Globo (SBT, RecordTV, RedeTV! E Band), o texto do Sala de TV faz uma advertência relevante: “Apesar de bombástica, eventual proibição do BV não fará os publicitários deixarem de privilegiar a Globo. Mesmo sem ganhar os 10% ou 20% de praxe, eles continuarão a preferir a emissora com mais audiência para garantir a repercussão dos produtos anunciados e o retorno esperado por seus clientes”.

O ”Sala de TV” adverte que “essa guerra entre o presidente e a principal emissora da televisão brasileira tem tudo para virar uma longa novela, sem garantia de final feliz”. O jornalista Jeff Benício tem inteira razão. Mas, antes de elogiar o mérito da advertência, é preciso perguntar: Bolsonaro pretende mesmo promover uma guerra contra a Rede Globo? Até o momento, não houve qualquer declaração oficial da tal guerra – que seria uma imensa burrice estratégica do Presidente.

Se, oficialmente, declarar guerra à Globo, Bolsonaro estará se equiparando a “democratas” como Fidel Castro, Hugo Chavez e Nicolas Maduro. Se partir para a porrada contra a emissora da família Marinho – que comanda o Grupo Globo -, Bolsonaro cometerá o mesmo erro inútil do caudilho socialista Leonel de Moura Brizola (que só tomou na cabeça politicamente, e nada ganhou, em função da batalha contra o “Império midiático de Roberto Marinho”. A briga infantil contra a Globo é uma guerra perdida de véspera. Bolsonaro tem muito mais o que fazer...

Mesmo oposições imbecis, emocionais e ideológicas – como as promovidas pela Globo, seus artistas e jornalistas – são extremamente importantes para o sucesso de um governo. Os eventuais erros apontados pelos críticos (justa ou injustamente) podem servir para que o Presidente, usando a mínima sabedoria, promova correções de rumo.

Além disso, não combina com o discurso democrático de Bolsonaro perder tempo com ataques inúteis a uma empresa de comunicação que lidera a Audiência e o faturamento publicitário. Do governo federal, a Globo recebe entre R$ 400 e 500 milhões por ano. O faturamento anual global chega parto de R$ 10 bilhões. Na verdade, a empresa não depende das verbas publicitárias oficiais. No entanto, depende, muito, de outras vantagens tributárias dadas pelos governos (Federal, estadual e municipal).

O que o Governo Bolsonaro precisa construir é um Programa Estratégico de Comunicação que privilegie as redes sociais – onde a Globo luta em pé de igualdade com outros concorrentes para se firmar. A Internet é o futuro. Tornar o governo mais próximo do cidadão – e vice-versa – é o maior desafio da administração federal.

Guerrear com a mídia é perda de tempo. Se Bolsonaro não tem ainda clareza disto, deve repensar idéias e atitudes da campanha. Lá atrás, valia a pena brigar com a Globo. Agora, ele tem o poder da caneta Bic. É hora de governar para todos – inclusive para os “inimigos”. Da mesma forma, os dirigentes da Globo devem parar com a babaquice de encarar Bolsonaro como uma ameaça.

Todo mundo sabe e prega que o Brasil é um País maravilhoso, com imenso potencial de riqueza e crescimento. Já passou da hora de uma grande união nacional para transformar esse discurso fácil em realidade. Todos precisam ter clareza de que o Brasil ainda está na merda, exceto para um pequeno segmento da oligarquia econômica. Precisamos nos desenvolver e crescer de verdade.

Resumindo: Presidente Bolsonaro, ponha um fim nesta guerra que nem começou. Não se deixe levar pelos dirigentes das outras emissoras concorrentes da Globo que só desejam utilizar você como instrumento bélico delas – que nunca tiveram competência para concorrer com a Globo. Sua prioridade, Bolsonaro, é fazer o Brasil dar certo, sem corrupção, sem cartorialismo, sem patrimonialismo, com democracia, liberdade responsável e justiça. Foi para isto que 58 milhões elegeram o Capitão Bolsonaro e o General Mourão.

Sugestão prática para o Presidente: contenha seus radicais e sente a caneta para fazer as coisas corretas e honestas. Anote (com a poderosa Bic) o ditado: “Bronca é ferramenta de otário”.

Generais Mourão, Heleno, Santos Cruz, Santa Rosa e Azevedo, não deixem o 01 embarcar nessa guerra furada contra a Globo... A conciliação nacional é a prioridade. A porradaria verborrágica, não... 




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