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  Regras do Blog | Perfil do tpadua 19 de dezembro de 2018  


26/11/2018
Os esquerdopatas vestiram a batina Marista do Colégio Rosário - Sérgio Alves de Oliveira

Causou perplexidade geral os últimos acontecimentos no Colégio Marista Nossa Senhora do ROSÁRIO, de Porto Alegre, onde um grande grupo  de “filhinhos” e “filhinhas  de papai, que certamente só “estudam”, e jamais trabalharam - vivendo, portanto, às custas dos pais, integrantes da “burguesia”, mas  que inclusive  pagam as “salgadas” mensalidades dos seus filhos  nesse colégio particular - quando resolveram adotar o símbolo da “foice e do martelo”, que já foi abandonado em quase todo o mundo, declarando  guerra contra a vitória de Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais de outubro.

Esses absurdos que passaram a acontecer no “Rosário” colidem frontalmente com o espírito “Marista”, cultivado  pelo “Instituto dos Irmãos Maristas das Escolas”, ordem religiosa fundada em 1817,por Marcelino Champagnat, no vilarejo de La Valla, França, ao qual o Rosário é vinculado. E a importância do Colégio Rosário é tão grande que ali foi o nascedouro  da  Pontifícia Universidade Católica - PUC, do Rio Grande do Sul.

No início da década de 60, cursava eu o “Clássico”, no Colégio Estadual Júlio de Castilhos (colégio público), que tinha um  corpo de professores dos mais qualificados do Rio Grande do Sul, ”competindo”, em igualdade de condições ”, com o Colégio Marista Rosário (colégio particular),de Porto Alegre, também muito prestigiado.

Mas antes de ingressar no curso “Clássico”, do “Julinho”, como carinhosamente o colégio era  conhecido, eu tinha sido aluno e me formado no  curso “ginasial” do “Ginásio São João Batista”, dos Irmãos Maristas, que na época era o único curso ginasial que tinha  em Montenegro/RS.   

Nesse tempo, os Irmãos Maristas usavam obrigatoriamente a conhecida “batina”. E como professores em  sala de aula, também a usavam. Só não usavam a batina  os poucos professores “terceirizados”. 

Eram tão fieis ao uso dessa vestimenta, que até para jogar futebol os Maristas  a usavam. É claro que no caso eles usavam as batinas  que já estavam mais gastas pelo uso.  Lembro bem do “craque” que usava batina para jogar futebol, no “campo” (que era de pura areia), junto ao prédio do Colégio. Era o Irmão Leocádio Antunes, um craque “5 Estrelas” , pessoa formidável, que não tirava a  batina nem  para jogar ,e que era tão velha e “rasgada”, que tinha remendos improvisados até com arame.                                                                                                        

Mas esse “craque-de-batina”,o Irmão  Leocádio, levava uma enorme vantagem sobre os jogadores adversários . Ninguém conseguia “dribá-lo”, passando  por ele com a bola numa “janelinha”, ou seja, por  meio das suas pernas ,para retomá-la logo após. Mas era um grande jogador.

Durante os 4 anos em que cursei o Ginásio São João Batista, jamais ouvi nenhum Irmão  Marista  dar qualquer opinião sobre política, ou ideologias políticas. Éramos totalmente livres de “lavagens cerebrais” ideológicas. Dirigido democraticamente  pelo Irmão Luis Benício, a ordem no  Ginásio  era no sentido dos  professores jamais  se intrometerem  nas tendências políticas e ideológicas  dos alunos .

Mas agora tudo mudou. E muito. O Colégio Marista Rosário, de Porro Alegre, por exemplo,   virou um antro de lavagem cerebral de esquerda, patrocinada pelos professores da área de  Ciências Humanas, sob a  cobertura ou ,no mínimo, total omissão, da Direção da Escola.

Logo após o “auê” que fizeram contra vitória de Bolsonaro, os referidos “lavados cerebrais” resolveram fazer um “júri simulado”, nas dependências do Rosário, tudo devidamente  registrado  e  filmado no “site” oficial dessa  organização educacional. No banco dos réus desse júri simulado estava a “burguesia”, portanto “eles” próprios , e seus pais, que lhes pagam osestudos.                                                                                                        Toda a  acusação contra o “réu”, a “burguesia”, patrocinada por 7 (sete) Turmas da 2ª Série do Ensino Médio do Rosário, se baseava na luta de classes pelo ótica marxista, cujo desfecho final seria a instalação da “ditadura do proletariado”.

A ré ,“burguesia”, nem teve direito à defesa. Mas a “chuva” de acusações contra ela foi “torrencial”, daquelas que podem provocar um  verdadeiro dilúvio. Estava no “cardápio ” da acusação,(1) a exploração do trabalho e dos recursos naturais; (2) a obsessão  pelo lucro em detrimento da dignidade humana; (3) o estímulo à competitividade e à ganância;(4) a degradação mental e da saúde das sociedades; (5) o individualismo e  consumismo ; (6) a apropriação privada dos meios de produção; (7) a desigualdade; (8) a falta de compaixão; (9) a desumanização ; e, finalmente, (10), o desrespeito aos direitos.

Vê-se,por conseguinte,que a estratégia “gramscista” de implantar o comunismo nas sociedades,”comendo-pelas-beiradas”, com atenção especial aos estabelecimentos de ensino, teve estrondoso sucesso no Brasil. Os fihos da burguesia estão atacando os pais, a burguesia.

Não há como negar que efetivamente a nossa sociedade sofre muitos dos problemas apontados pelos jovens estudantes do Rosário. Em grande parte o  “diagnóstico” está absolutamente certo. Quase todos nós, nessa mesma idade, tínhamos idêntico entendimento.

Mas igual a essa nova geração, também estávamos  errados quanto às “soluções”. O que hoje acontece também aconteceu ontem, onde igualmente  havia rebeldia juvenil. Mas todas as nossas “novas gerações” não têm acertado o “foco”. As grandes “inimigas” do povo são as “Nomenklaturas” regionais, que quando instaladas passam a explorar tanto o trabalho, quanto o capital ,sem participarem da produção das riquezas, e  que por isso mesmo se tornam os novos escravos dela, da “Nomenklatura”. Por isso o “comunismo” e suas variantes,quando instalados,  sempre desembocam na “Nomenklatura”.

A “receita” para corrigir os males que hoje os estudantes do Rosário denunciam ,e ontem ,igualmemente, também  quase todos  “nós” apontávamos, é que está totalmente errada. Essa errônea “receita”, que já foi adotada em muitas  partes do mundo, nunca deu certo em parte alguma. Só quem se deu bem nessas “mudanças” foram as respectivas “Nomenklaturas” de cada país, formadas pelos dirigentes e pelas classes de trabalhadores públicos privilegiados. Em nenhum país do mundo tomado pelos comunistas, apesar das suas promessas, a qualidade de vida do povo melhorou e os sofrimentos diminuíram. Por isso há que se concluir que se   aqui  hoje a “coisa” é de fato muito ruim, com “eles”, amanhã, a “coisa” ficaria  muito pior. Portanto essa “receita” não nos serve. Deve ser descartada.

Não costumo nem gosto de “roubar” direitos autorais. Quem me abriu os olhos  para o problema da “Nomenklatura”,que se apossa dos países tão logo instalado o comunismo,e que a “turma” do Colégio Rosário tanto defende, foi o Professor Carlos Ilich Azambuja,autor de “A Hidra Vermelha”, que nos deixou faz pouco tempo, com seus magistrais artigos diários que sempre  finalizavam  as edições do blog “Alerta Total”.                                                                                                 

Estudando esse problema, cheguei  à conclusão  que o Brasil conseguiu a “proeza” de se antecipar à implantação do comunismo para instalar a sua própria “Nomenklatura”. Foi ela montada  logo após a posse de Lula, em 2003,quando verdadeiras quadrilhas de ladrões do dinheiro público se infiltraram no governo e roubaram, segundo algumas versões ,valores que teriam ultrapassado o PIB brasileiro, de cerca de 6,5 trilhões de reais.

Portanto a nossa particular “Nomeklatura”, organizada antes do comunismo, durante a sua “aproximação”, não tomou conta só do poder político, mas também de quase todo o dinheiro de propriedade do povo. Essa é a principal razão da pobreza “endêmica” do povo.

Somadas  todas as suas vítimas,o marxismo, e suas diversas variantes, foram responsáveis por mais de 100 (cem) milhões de assassinatos “ideológicos” em todo o mundo. É nesse rol de vítimas que  os estudantes do Rosário querem ver seus pais  “burgueses” incluídos? Ou eles mesmos, amanhã ou depois? Talvez até seus filhos?

Sérgio Alves de Oliveira é Advogado e Sociólogo




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