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  Regras do Blog | Perfil do tpadua 20 de novembro de 2018  


29/10/2018
Não é este o Brasil que eu quero - Por Jacob Fortes

Jacob Fortes de Carvalho, de Sobradinho

O agricultor Januário, possuidor de uma modesta gleba, ”Engenho da Madalena”, nos sertões de Guimarães Rosa, tinha por costume, no exato repontar da alvorada, revistar as instalações dos seus animais domésticos.  Certa feita percebeu que sua Cocada desaparecera da baia. Dentre os maus pensamentos que lhe vieram à imaginação o furto era hipótese cardeal. Januário abateu-se. Os confins de sua alma se encheram de dores. Justo ela, companheira das lidas a quem entregava cuidados e por quem tinha demarcado apego. Era de grande estima! Mais valia pelo que significava do que pela carroça que puxava. Assim que o sol se franqueou ao mundo Januário montou em seu pangaré e partiu intrépido, de alento aceso, em busca de Cocada. Encalçou-a o quanto pôde, conhecia-a pelo rastro, mas as patas socalcadas ao chão já não eram tão frescas; iam-se dissipando pela ação do vento e das horas decorridas. Porém, não desertou do ideal de encontrá-la.  Ora um fulano, ora um sicrano, ora um beltrano até que um caminheiro salvador ofereceu notícia alvissareira. De ânimo recauchutado Januário estugou o passo do pangaré e não tardou para distinguir, ao longe, sua burra castanha. Apressou-se em recostar-se a ela para lhe deitar a mão, afagar-lhe o dorso e acamar-lhe o pelo como fazia costumeiramente. Ela agradeceu e o cumprimentou com um relincho sussurrado, quase inaudível, como se quisesse proferir palavras.

Após calorosa altercação com o gatuno, que se recusava a devolver o animal, Januário, que não era homem de arriar, apesar de orçado em 60 anos, entrou em luta virulenta com o malfeitor chegando a dominá-lo. Sequentemente, num gesto façanhudo, próprio de quem tem braço tão ignorante quanto forte, levou o larápio à delegacia. 

Epílogo: concluídos os protocolos policiais fora o ladrão liberado (para furtar noutra freguesia) por míngua de prova e Januário, de clavícula quebrada, recolhido à detenção por crime de lesão corporal. Fez-se, evidentemente, acompanhar dos seus amigos diletos: Cocada e Mutum, o cavalo pangaré.

O Brasil que queremos é o que se pauta pelo império da realização do justo.




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