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  Regras do Blog | Perfil do tpadua 18 de agosto de 2018  


08/05/2018
Hora de desconstruir o golpe - Jorge Serrão

Jorge Serrão

Viralizou, doidamente, no domingo, parte de um artigo escrito pelo jornalista José Roberto Guzzo, da Veja. O texto “Golpe em Construção” chama atenção para “uma guerra contra o estado de direito neste País, comandada pelas forças que não podem conviver com ele”. O artigo faz tanto sucesso porque, nas entrelinhas, fica o recado de que a maioria dos brasileiros deseja uma “intervenção” contra aqueles que violam a Constituição e as leis penais. A novidade editorial? Os “golpistas” não são os militares, mas sim os militantes-meliantes.

Guzzo apontou aqueles que não conseguem cobreviver se forem mantidas as regras atuais da democracia brasileira: 1) Lula, o PT e seus partidos auxiliares; 2) Centenas de políticos que fogem da Justiça; 3) Empreiteiras de obras públicas, fornecedores do governo e o restante de gangues que vivem de roubar o Tesouro Nacional. Guzzo deixa clara a intenção dos criminosos“Todos precisam desesperadamente de uma virada de mesa que solte Lula da prisão, salve da linha de tiro os ladrões ameaçados pela lei e devolva condições normais de operação para o negócio da ladroagem de dinheiro público em geral”.

Guzzo chega a ser redundante para apontar quem são os verdadeiros golpistas: Há, simplesmente, uma guerra contra o estado de direito neste país, comandada pelas forças que não podem conviver com ele. Lula e o seu sistema de apoio não querem a democracia. Recusam-se, abertamente, a cumprir a lei e a aceitar decisões legítimas da Justiça; sabem que não têm futuro num regime democrático, com poderes independentes, Lava Jato, imprensa livre e o restante do pacote. Estar no governo, para essa gente, não é a mesma coisa que seria para você. Eles precisam estar no governo. Não só para ter empregos, fazer negócios e ganhar dinheiro da Odebrecht, mas porque enfiar-se no poder é a diferença entre estar dentro ou fora da cadeia”.

O artigo chama atenção para a persistência criminosa e desmonta a “tese” falsa de que as instituições estariam funcionando normalmente: Se as pessoas que mandam estão mandando mal, a solução é substituí-las por outras através de eleições, processos na Justiça e demais mecanismos previstos na lei. Mas o Brasil está fazendo mais ou menos isso desde 1985, e até agora não deu certo. Alguém tem alguma previsão sobre quanto tempo ainda será preciso esperar? A democracia brasileira faliu; é possível que nunca tenha tido chances reais de existir, por insuficiência de gente realmente disposta a praticá-la, mas o fato é que estão tentando fazer o motor pegar há mais de 30 anos, e ele não pega. Talvez ainda desse para ir tocando adiante por mais tempo, com um remendo aqui e outro ali. Acontece que neste momento, justamente, há muito menos esforço para escorar o que está bambo do que para tacar fogo na casa inteira”.

O texto tem enorme repercussão não só pela inegável qualidade do articulista, mas porque os representantes da chamada mídia-forte, não totalmente contaminados por erros e preconceitos ideológicos causados pelo fanatismo esquerdista, começam a acordar para a dimensão e gravidade extrema da Crise Institucional brasileira gerada pela tal Nova República de 1985 e pelas interpretações canalhas da Constituição-Vilã de 1988. Além disso fica claro que as pessoas comuns já descobriram que o verdadeiro inimigo é o Mecanismo do Estado-Ladrão.

Resumindo: Cresce a quantidade e a qualidade dos brasileiros que querem tirar o Crime do Poder através de uma Intervenção Institucional – que não é sinônimo de Golpe Militar (conforme a canalhice de canhota viciadamente rotula). Desconstruir o Golpe em construção significa construir, de maneira inédita, a Democracia no Brasil. Democracia é a Segurança Jurídica, Institucional e Individual. Enfim, Democracia é Segurança do Direito. O resto é Demagogia...

O momento exige alguns desafios. Primeiro, resistir e não se iludir pelo canto eleitoreiro das sereias com rostinho de santa e corpinho de demônio. Segundo, formular um inédito Projeto Estratégico de Nação para o Brasil, definindo que Estado queremos e precisamos – com base na Liberdade e na Democracia. Terceiro – e missão prioritária – implantar as mudanças exaustivamente debatidas para transformar o Brasil em um País soberano e no rumo do desenvolvimento político, econômico e social.




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