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  Regras do Blog | Perfil do tpadua 17 de janeiro de 2018  


28/12/2017
PC Farias, Carlos Marun e o cinismo de cada um - Clovis Rossi

Fiquei fã de Carlos Marun, o secretário de Governo. Ele é cínico, mas um cínico absolutamente transparente e que não tem o menor pudor de praticar cenas explícitas de descaramento.

Refiro-me, é claro, ao fato de que Marun se transformou na versão tapuia de uma expoente do trumpismo, Kellyane Conway. A conselheira do presidente chamou de "fatos alternativos" as avaliações da turma de seu chefe segundo as quais teria havido maior público na posse de Trump do que na Obama.

O fato, evidente nas fotos e vídeos das duas posses: na de Obama, era maior. A mentira era a avaliação do trumpismo, mas fica mais bonito chamar mentira de "fato alternativo", como ela o fez.

Marum sabe que chamar compra de votos de fisiologia ou de chantagem ou de corrupção é feio. Então, inventa o seu "fato alternativo": não é chantagem nem fisiologia. É "ação de governo".

É indecente, mas é melhor a cara-de-pau do novo secretário de Governo do que a pose de vestais que fazem outros políticos quando falam sobre temas iguais ou parecidos.

Ou não foram "ações de governo" a compra de votos para garantir a aprovação da emenda da reeleição, logo no comecinho do governo Fernando Henrique Cardoso? Ou não foram "ações de governo" as operações que levaram o nome de "mensalão", no primeiro período Lula?

Ao contrário de Marun e seu descaramento, José Dirceu, decapitado pelo episódio do "mensalão", prefere, até hoje, fazer pose de guerrilheiro em combate pelo povo brasileiro. É ridículo, profundamente ridículo, mas engana meia dúzia de trouxas por aí.

Marun não engana ninguém. É transparente no seu cinismo. Tanto que foi visitar seu guru Eduardo Cunha na cadeia e não escondeu. Qual prócer petista visitou Dirceu na cadeia? Se o fez, ninguém ficou sabendo.

O cinismo de Marun, de resto, não é nenhuma novidade. Lembro-me, a propósito, de Paulo César Farias, o PC, tesoureiro de Fernando Collor. Em 1992, O STF autorizou-o, já decapitado o presidente, a viajar a Barcelona para consulta médica (sofria de apneia do sono).

Eu estava de férias na Espanha e uma das minhas chefes mais brilhantes, a hoje ombudsman Paula Cesarino Costa, me pediu para seguir PC.

Fui a Barcelona, fiz o popular plantão na calçada do Hotel Ritz, um dos mais luxuosos da cidade, até que PC concordou em me receber. Contou casos, queixou-se muito da vida financeira, bastante prejudicada, segundo ele, pelas denúncias que cercaram toda a sua ascensão ao lado de Collor.

Perguntei, à certa altura, se o prejuízo era realmente muito grande. Ele percebeu que eu não estava levando a sério as suas lamúrias, abriu os braços, apontou para os lustres gigantescos e os espelhos de cristal da sala em que conversávamos e devolveu a pergunta:

"Você acha que quem pode se hospedar num hotel como esse está realmente passando dificuldades?"

Pois é, cínico um, cínico o outro, mas ambos transparentes. Não os absolve, claro, mas torna ainda mais condenáveis os que se fazem de vestais mas participam das tais "ações de governo". É o Brasil de milhares de Macunaímas.




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