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  Regras do Blog | Perfil do tpadua 18 de outubro de 2017  


18/06/2017
!Consciência ética de político é medo da polícia" - Jorge Serrão

Qualquer um com um pouquinho de discernimento já verificou a gravidade da situação brasileira, no curtíssimo prazo. Novamente, a Nova República nos “brinda” com um Presidente da República totalmente desmoralizado, impopular, investigado por crimes ligados à corrupção. Tão ou mais grave que isto é que a Procuradoria Geral da República está prestes a denunciá-lo, porém a maioria corrupta e clientelista da Câmara dos Deputados não dará autorização para que o Supremo Tribunal Federal processe o titular do Palácio do Planalto (ou da cama da bela Marcela).

Tal situação é pra lá de surreal. Atingimos o resultado mais desastroso daquela tal de “Nova República” – que já nasceu esclerosada em 1985, com a posse espúria de José Sarney, em função da morte do Presidente (eleito indiretamente) Tancredo Neves que nem conseguiu tomar posse. Sarney, que continua mandando no pedaço até hoje, fez um governo desastroso e ajudou a promulgar uma Constituição que ele mesmo classificou de problemática. Foi sucedido por Collor – que acabou impedido.

O vice que o sucedeu, Itamar Franco, nos deu uma ilusão de melhora com o Plano Real, que fez um serviço incompleto, sem as mudanças estruturais necessárias. Seu legado foi a eleição de Fernando Henrique Cardoso, que negociou com o Diabo para conseguir uma reeleição, fracassou no segundo mandato, e abriu caminho para o desastre de 13 anos de nazicomunopetralhismo, com Lula (duas vezes) e Dilma Rousseff (também em dobro), até ser derrubada, para a entrada temerária de quem está hoje por um fio.     

A escrota Nova República (1985 até quando mais vai durar?) é uma sucessão de escândalos derivados da corrupção sistêmica gerada e reproduzida pelo Crime Institucionalizado, fruto podre de um modelo estatal Capimunista Rentista. Anos atrás, tivemos a ilusão de que chegamos ao máximo da vergonha nacional com escândalo do Mensalão, com punições meia-boca impostas pelo Supremo Tribunal Federal para julgamento de políticos corruptos. Como não se mudou a estrutura, o Mensalão não morreu, se sofisticou e acabou expondo a Lava Jato – descoberta acidentalmente em uma investigação sobre tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

A Lava Jato é motivo de orgulho nacional. Produziu heróis nacionais a partir do modelo Sérgio Moro e dos jovens (ou nem tão novos) procuradores da Força Tarefa do Ministério Público Federal. Obrigou um Procurador Geral da República a não ser um “Engavetador-Geral”. Popularizou o Supremo Tribunal Federal, embora tenha ajudado a produzir uma falsa noção de que todos os problemas brasileiros podem se resolver pela via judicial. Talvez a mais perigosa ilusão seja a crescente judicialização da política (ou da politicagem). No entanto, a Lava Jato não produziu mudanças. Até porque nem era o papel originário dela. No entanto, chamou a atenção para a necessidade de mudarmos o Brasil, de verdade.

O cineasta, jornalista e livre pensador Arnaldo Jabor, na “opinião do Jornal da Globo” na noite sexta para este sábado, tocou em vários gargalos e paradoxos do momento político brasileiro. Na verdade, Jabor fez um rápido resumo de nossa deficiência histórico-cultural e apontou qual o nosso grande e verdadeiro problema a ser resolvido o mais urgentemente possível. Resumindo: a sociedade brasileira e seus segmentos esclarecidos ainda não levaram a sério sua missão de definir um Projeto Estratégico para o Brasil. Falhamos em não formular planos com soluções reais e efetivas para mudar o Brasil para melhor, e não apenas ficar enxugando gelo. Vale pensar seriamente sobre o recado de Jabor – que, não por mera coincidência, é a maior preocupação atual dos militares brasileiros.

Jabor: “A luta contra corrupção não pode nos cegar para o principal: Quais são os planos para mudar a velha estrutura histórica que nos formou? Não temos... Estamos vidrados nessa história policial, querendo saber se o Temer sai, se o Temer fica... Digamos que o Temer saia. Eleição direta, indireta, não resolvem o terrível vazio teórico e programático que nos ameaça. Não há reflexão sobre reformas profundas, muito além da previdência e do trabalho, aliás já aguadas pelo oportunismo do Temer. Sem dúvida, uma nova consciência ética se forma com a Lava Jato. Ou melhor: há um crescimento do medo. Como diria Nelson Rodrigues, ‘consciência ética de político é medo da polícia’. E todos dizemos que, se as reformas não forem aprovadas, o Brasil vai para o brejo. Mas como será esse brejo? Será o seguinte: a desorganização maior do Estado falido, a falta de grana para pagar funcionários e aposentados, a degradação da infraestrutura, o aumento brutal da criminalidade, o desemprego em massa, mais miséria para os já miseráveis, a classe média desorientada, pairando acima de todos a desesperança sobre o presente e o futuro. Tem de haver uma grande reforma do patrimonialismo que nos formou, em que o Estado é dominado pelas oligarquias. A Lava Jato é o primeiro passo para sairmos da barbárie. Mas conseguiremos chegar a uma civilização?”

Por tudo isso, ficamos diante do paradoxo que deixa tanta gente bestificada, desanimada ou muito pt da vida. A questão pode ser bem resumida pela indagação (com três pontos de interrogação) feita pela cidadã carioca Eliane Cantini, em um comentário na página da cientista política Celina Vargas do Amaral Peixoto, no Facebook: “Os internautas clamam por mudanças, mas estão realmente dispostos a mudar???”.

Eis o megaparadoxo tupiniquim. As mudanças estão ocorrendo, mas em velocidade aquém do ideal ou do necessário. A pista para a uma resposta à dúvida da internauta esteja no comentário do Jabor (vale reler ou rever). Sem querer ou querendo, as pessoas se tornam reféns da estrutura estatal. Ainda mais no Brasil onde a maioria se acostumou ou foi adestrada a ser “estadodependente”...

Assim, voltamos à tragicomédia institucional (que alguns insistem estar dentro da “normalidade”). Temer viaja para Rússia e Noruega, deixando Rodrigo Maia uma semana como Presidente Interino da República, para alegria do Papai César Maia e do Sogrão Moreira Franco. Ironia é que Temer “sai fora”, mas a coisa por aqui segue russa e muito, mas muito longe da realidade norueguesa... Temer teme ser defenestrado, mas segue fingindo que é corajoso, em um show de autoengano ou cinismo...

A nossa sorte, repetindo o flamenguista enrustido Nelson Rodrigues, é que: “Consciência ética de político é medo da Polícia”... Mas o chefe da Polícia só não manda avisar isto, porque o telefone dele, certamente, está grampeado...

 




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