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  Regras do Blog | Perfil do tpadua 17 de julho de 2018  


15/09/2017
O dia luculiano - Por Jacob Fortes

Jacob Fortes de Carvalho, de Sobradinho

Nenhum episódio da vida real (mal-avisado, traiçoeiro, de sabor acre, desventurado ou insidioso) se furta ao dever de prestar um favor. Exemplo disso é o caso Gedel. Mesmo sem querer, Gedel acabou prestando um grande favor à maioria, esgarçada, dos brasileiros. Essa gente, — milhares no aflitivo ofício de pedinchar e outros milhares presos ao cabresto da escravidão consentida — embora habilidosa no reconhecimento e contagem de moedas de tostão, de vintém e de pataca, mastigava o desejo de vir a conhecer, ainda que pela televisão, uma cédula de cem reais

 Esse sonho tornou-se realidade a partir do descuidado gesto de Gedel: mostrou aos brasileiros, vincados pela miséria, não apenas uma nota de cem reais, mas um apartamento abarrotado de malas recheadas dessas notas cuja monta só foi possível porque a esse banco central particular acorreram várias máquinas de contar dinheiro; estas, aliás, por pouco não queimaram de tanto trabalhar ininterruptamente.

Toda essa ostentação — de invejar a opulência do político romano Licínio Lúculo (118–56 a.C.). — faria o irreverente escritor Orlando Tejo, (se acaso tivesse contemplado a cena) proferir a seguinte exclamação: brasileiros oprimidos pela corrupção, mais que vítimas da ignominiosa escravidão social, vocês são vítimas da desgraça de não terem morrido! Outro brasileiro que por certo expressaria sua indignação seria o Antônio (Frederico de Castro Alves). Se tivesse assistido o dia Luculiano (remodelado para o dia gedeliano) diria mais ou menos assim: Senhor Deus dos desgraçados, dizei-me Vós Senhor Deus se é delírio ou verdade tantas chagas sociais fabricadas por triunfais gatunos da política, aliás, recalcitrantes na pertinácia de ceifar em searas alheias?

 




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