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  Regras do Blog | Perfil do tpadua 23 de maio de 2019  


11/05/2019
Mensagem que recebi de minha mãe - Por Pedro Lacerda

Pedro Lacerda

Querido filho, Pedro, sei que neste sábado, como você sempre gosta de fazer nos fins de semana, mais uma vez está vindo aqui na minha casa em Goiânia para me visitar. Por isso, preciso relatar dois eventos importantes que aconteceram, um na noite anterior, e um outro que ainda vai ocorrer. Eventos que talvez vá adiar o nosso encontro aqui neste sábado.

Mas antes de continuar, peço que não fique preocupado porque até agora nem eu mesma sei exatamente do que se trata, nem a razão da visita de um certo homem aqui em casa.

Então, a partir de agora passo a relatar, em poucas palavras, o que aconteceu na noite anterior.

Estava eu já dormindo, quando ouvi batidas na porta. Acordei espantada porque já era um tanto tarde para visitas. Fui lá, abri a porta e vi um homem, desculpe falar assim, meu filho, mas era um homem bem bonito, parado ali na porta me olhando. Confesso que fiquei tentada a convidá-lo à entrar, mas não o fiz. Indaguei do que se tratava, ele serenamente respondeu que precisava ter comigo uma conversa e que era coisa urgente e importante. Mas eu disse a ele que voltasse no outro dia porque já era um pouco tarde da noite para receber visitas. Ele concordou, e perguntou a que horas seria bom pra gente poder conversar. Eu respondi, que por volta das oito horas da manhã estaria bom pra mim. Ele concordou, sacudiu a cabeça, sorriu, virou-se e foi embora.

Eu voltei para minha cama pensativa, sonolenta mas como sempre, adormeci profunda e tranquilamente.

Por volta das sete e quarenta do dia seguinte me levantei, sua irmã também se levantou junto comigo. Ela foi à cozinha fazer o nosso café e eu fui ao banheiro, lavei o rosto e voltei. Ao passar pela cozinha, para minha surpresa, vi pela porta que o visitante da noite anterior estava chegando. E foi nesse momento que pude ver claramente e na luz do dia que se tratava de um anjo.

Meu Deus! Nunca tinha visto um anjo assim pessoalmente, tão claramente! Que visão maravilhosa! Que privilégio, meu Deus!

Ele me chamou, mais uma vez sorriu, perguntou se podia se sentar, eu respondi que sim. E no sofá da área, próxima a cozinha, em poucas palavras, ele me disse que estava ali para me convidar para fazermos juntos uma longa e definitiva viagem.

Querido filho Pedro, eu não tive como recusar, pois o que a viagem prometia era irrecusável. Ele chegou a me mostrar parte dela.

Você nem vai acreditar, mas ali, sentados no sofá e sem que ninguém visse, ele pegou em minha mão e partimos. Eu até pensei em voltar para avisar a sua irmã que talvez eu fosse demorar um pouco, mas ele disse para que eu não me preocupasse porque ele mesmo faria isso um pouco mais tarde. Relato também, que para que ninguém nos visse, não passamos pelo portão da saída, ao contrário, saímos voando rumo ao infinito.

Querido filho, como sabe não estudei muito, mas, por mais que tivesse estudado e conhecido todas as ciências desta vida e do mundo, ainda assim, naquele momento, me faltaria palavras e talento para descrever tudo o que via a minha frente e a felicidade que sentia naquele momento tão glorioso.

Bom, para não aumentar muito a história, ouvi dizer que em pouco tempo sua irmã, aos gritos me encontrou sentada ali no sofá, e como já deve imaginar, meu corpo jazia frio, pálido e morto. Sei que você ficará muito triste com esse meu relato, mas infelizmente será também assim que você me encontrará desta vez, neste sábado.

Mas olha, meu filho, não se preocupe, porque eu estou muitíssima bem, realizada e tomada de uma felicidade celestial, inenarrável e inexplicável. Imagino que será bem difícil pra você entender, pois sempre fomos muito amigos e era sempre você quem me fazia poesias e me contava suas histórias engraçadas pra me matar de rir. Mas mesmo assim, te peço para não entristecer, porque ainda vamos nos ver. Talvez não seja tão logo, espero eu, mas essa certeza que eu tenho é pura, verdadeira e cristalina.

Finalmente, me despeço aqui de você, porque pouco tenho mais a acrescentar, mas termino lhe dizendo que, se a minha estrela se apagou aí nessa terra é porque aqui onde estou ela vai brilhar eternamente e tenha certeza, pra onde você olhar, lá estará ela brilhando pra você.

Querido filho Pedro, deixo saudade de sua mãe que te amou com toda a força do seu velho é frágil coração e continuarei te amando, só que agora por toda a eternidade.

Fica em paz e com Deus.
Assinado, sua mãe Maria Rocha

(Minha amada mãe faleceu do dia 1 de dezembro de 2012, deixando um vazio enorme em nossos corações, Sempre publico essa crônica na época do dia das mães, porque não consigo me esquecer da minha mãezinha). Recebido via Facebook.




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Enviado por: Jose Leitao de Albuquerque Filho - E-mail: leitaozinhodf@gmail.com

Abraço Pedro.



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