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  Regras do Blog | Perfil do tpadua 21 de agosto de 2019  


06/02/2019
Drummariana - Livro "Caminhar". Tarcísio Pàdua

Drummariana

Sabe, Drummond,

O Rio já não é mais doce

Depois da catástrofe

Que você previu em 1984

(“Entre estatais

E multinacionais,

Quantos ais!”)

São tantos mortos

E outros tantos desaparecidos!

O Rio é só lama e dejetos,

Infectos!

A onda de lama alcançou 61 milhões de toneladas.

São milhões de metros cúbicos de lama tóxica,

Sufocando a fauna e a flora por onde passa.

São milhões de desabrigados.

O doce-esmeralda do rio virou um marrom sem vida.

Além da morte de pessoas e peixes,

Também feneceram capivaras, lontras e jacarés,

Cavalos e até as aves do céu!

Homens engravatados

E de colarinhos alvíssimos

Têm se reunido em salas atapetadas.

Neste ano da graça de 2015,

Dizem que tudo será resolvido.

Até o momento, nada!

Imagina, Drummond:

Se o presente para aquela gente

É um mar de lama,

O que esperar do futuro?

Só Deus na causa!

O certo é que o Rio Doce salgou.

Sua doce água de outrora

Agora não passa de rejeitos tóxicos!

A lama de Mariana sepultou pessoas,

Sepultou sonhos!

Esterilizou uma história pulsante,

Encontrou o mar muitos quilômetros adiante

O Rio Doce salgou,

O Rio Doce morreu.

A tragédia da lama atingiu o pescador e o peixe,

Igualando-os na dor e sofrimento.

Acabou-se o que era doce, poeta!

Do livro "CAMINHAR" de Tarcísio Pádua




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COMENTÁRIOS
Enviado por: Carlos SA - E-mail: carlitos.way@uol.com.br

Muito oportuna a publicação do poema Drummariana.. O ser humano um dia ainda vai entender o que é preservar o seu ambiente. Depois de muito sofrer ainda vamos aprender. Tenho fé nisso. Parabéns meu caro Tarcisio. Abraço Carlos SA
Enviado por: Jose Leitao de Albuquerque Filho - E-mail: leitaozinhodf@gmail.com

poesia pode ser sensibilidade com criatividade inteligente, via Tarcísio Pádua "acabou-se o que era doce" acabou-se o que era brumadinho acabou-se o que era são francisco acabou-se o que era o ribeirão sobradinho nos acuda educação ambiental "água pode dar vida sensibilidade pode dar água", algum poeta desconhecido



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