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28/12/2018
Luca Rodrigues encerra em grande estilo o Arte na Praça 2018 - José Edmar

José Edmar Gomes, jornalista em Sobradinho

Dono de uma voz privilegiada e de um repertório que há muito já caiu no gosto do sobradinhense, o cantor Luca Rodriguis é considerado um dos artistas mais importantes do DF, estando à altura de grandes nomes da MPB, como Fagner Zé Ramalho e Alceu Valença.

Ano passado, seu show apresentado no sábado, 30 de setembro, foi um dos mais prestigiados da primeira fase do Projeto Arte na Praça. Agora, ele volta, no sábado 29 de dezembro, para fechar 2018 em grande estilo, na Praça das Artes da Quadra 8 de Sobradinho, às 20h30.

Luca Rodriguis é uma pessoa simples e acessível, mas sempre vive momentos de celebridade. Foi assim em 2003, quando abriu o show de Zé Ramalho, na Exposição Agropecuária de Brasília e foi aplaudido por uma multidão difícil de contar.

O cantor também viveu outro momento inesquecível, quando voltou à sua terra natal e foi ovacionado por mais de 30 mil pessoas, no Parque de Exposições de Unaí-MG.

E é assim por onde ele passa. Sua voz marcante parece hipnotizar as plateias. Luca, mesmo fora da mídia, já alcançou a impressionante vendagem de mais 30 mil cópias dos três primeiros CDs e do MP3 de sua carreira.

Em Unaí-MG , onde viveu até os 17 anos, seu primeiro contato com a música  foi na folia de reis. Ele apreciava o toque das violas e batuque das caixas, da garupa do cavalo do pai, que, vendo interesse do filho pela música, o presenteou com um violão.

Ele não largou mais o violão e já dominava um repertório de bom gosto, que incluía a música Solidão, de Alceu Valença, a primeira que aprendeu no instrumento.

Luca mudou-se para Buritis, onde morou até 1993, transferindo-se para Uberlândia – a “Capital” do Triângulo Mineiro – onde passou a cantar na noite, a preço de minguados R$ 50,00.

Sobradinho – Seus pais e seus irmãos, nesta época, já moravam em Sobradinho e, quando ele veio visitá-los, um dos manos o apresentou ao Getúlio Carne de Sol. Ele deu uma canja e o pessoal da Feira Modelo se encantou com seu estilo.

Resultado: contrato imediato a R$ 200 por show, quatro vezes mais do que ele ganhava em Uberlândia.

Assim, Sobradinho ganhou um dos seus artistas mais queridos, que gravou em homenagem à cidade a canção do mesmo nome, de Sá, Rodrix e Guarabira, um tremendo sucesso nas noitadas locais.

Primeiro CD – O maestro Alex Paz, proprietário do Estúdio América, logo ao ouvi-lo o convidou para gravar um CD-demonstração, que acabou contendo 11 faixas. Entre elas a canção Espumas ao Vento, de Accioly Neto, que explodiu no Distrito Federal e arredores.

“Espumas ao Vento é a música da minha vida. Foi esta canção que me fez acreditar que eu tinha potencial e, até hoje, eu vejo a emoção do público quando eu a interpreto”, revela Luca.

Além de Espumas, este primeiro CD - denominado Luca Rodriguis ao Vivo - traz Romaria, de Renato Teixeira; Tocando em Frente, de Renato Teixeira/Almir Sater  e La Belle de Jour, de Alceu Valença.

O trabalho, gravado despretensiosamente, segundo Luca, foi um sucesso estrondoso e vende até hoje, tendo alcançado a marca de mais de 17 mil cópias.  

Coisas de Brasília – O segundo CD da carreira de Luca, lançado em 2003, traz a música Coisas de Brasília, do compositor sobradinhense, Marcos Vinicius, como carro-chefe.

O disco registra, também, alguns standards da MPB, como Retrovisor, de Raimundo  Fagner e Fausto Nilo; Sobradinho, de  Sá, Rodrix e Guarabyra; Preta Pretinha , de Luiz Galvão e Moraes Moreira; e Andança, de Paulinho Tapajós, Edmundo Souto e Danilo Caymmi; entre outras.

“Este trabalho, ao contrário do primeiro CD só com voz e violão, é mais elaborado, com mais instrumentação e, partir dele, fiz vários shows em Minas Gerais, Bahia e no Distrito Federal”. Segundo Luca, Coisas de Brasília vendeu cerca de 5 mil cópias.

Apesar, da vendagem modesta, este CD abriu novos espaços para Luca e ele chegou a abrir o show de Zé Ramalho, na agropecuária da Granja do Torto, em 2003, e lhe rendeu também a apresentação em Unaí, para um público de 30 mil pessoas, além de outras cidades do Noroeste de Minas.

Perfil – Em 2008, Luca Rodriguis foi convidado pelo maestro Alex Paz para gravar o CD-Perfil, no Estúdio América, com os principais destaques dos anteriores.

Neste trabalho, foi incluída a música Onde Deus possa me ouvir, do cantor e compositor mineiro Vander Lee, falecido precocemente em 2016, que alcançou tremendo sucesso na voz de Luca e, segundo o cantor, já vendeu acima de 6 mil cópias.

Atualmente, está no mercado o MP3 com todas as músicas de Luca Rodriguis, gravado em setembro, e lançado em concorrido show-baile, no Ginásio de Múltiplas Funções, em Planaltina.

O último disco de Luca Rodriguis, Amor e Natureza  - já está no mercado também há alguns anos e seus fãs esperam ansiosamente por um novo lançamento.  




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