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  Regras do Blog | Perfil do tpadua 17 de janeiro de 2019  


26/10/2018
Sinceridade Lastimável - Por Jacob Fortes

Jacob Fortes de Carvalho, de Sobradinho

A franqueza em linha reta é mais proveitosa que a insinceridade. Ao deparar-se com fragmentos de minha literatura um brasileiro me veio à confissão para dizer que as minhas magras letras são de compreensão custosa razão por que propõe sejam redigidas em linguagem primária.

A franqueza desse confitente, ao modo do pé da serra, é digna de acatamento e louvores: mais vale a franqueza plena, que tem a serventia de matar enganos, que uma réstia de sinceridade. No entanto, é preciso pôr à vista o fenômeno que impede o sobredito confitente de compreender de maneira significativa essas delgadas letras. Trata-se de um agente patogênico, comuníssimo no Brasil, que acode pelo nome de desencontro. É comum milhões de brasileiros, incluso o confitente, se desencontraram dos folhetins, das gazetilhas, dos periódicos, enfim, de todas as compilações que ofertam a leitura. O desencontro pode eventualmente ser atribuído à relapsia ou ao destino que cabe a cada um em sorte, mas na regra reflete as deficiências do ensino público brasileiro; negligente com as políticas voltadas para a leitura. Os indicadores educacionais certificam esta assertiva: quase 530 mil alunos foram reprovados na prova de redação do ENEN em 2014; não fosse expressão da verdade seria lenda gauchesca. Acrescentem-se os altíssimos índices de reprovação escolar verificados no Brasil, e por aí além. A propósito, por que a prestimosa ferramenta conhecida por “ditado”, que estimulava diversas habilidades discentes foi banida das escolas?

Restando comprovado que o confitente se embaraça na sua escassez e não na minha caligrafia resta dizer que a sugestão (aliás, digna de pesar porque encerra retrocesso,) para que os textos se pautem por linguagem primária é tão desventurada, desprovida de sensatez, que não pode ir adiante; por si se embarga. Se todos os ramos do conhecimento humano baixarem o nível por causa dos apedeutos o Brasil tomaria o caminho da estaca zero, da involução. A ideia de retroceder é primarismo que lembra refluxo para o passado; realça os tempos coloniais quando os Jesuítas reuniam na Ocara, no vazio do aldeamento, toda a indiada, sobremodo os curumins, para, de modo comezinho, proceder às lições iniciáticas do evangelho. Justo não é fazer regredir os que estão à frente, mas fazer progredir os que ficaram atrás. Evidentemente nascemos todos peticegos, mas é obrigação do Poder Público oferecer luminosidade fornida, que ultrapasse a fronteira do analfabeto funcional, que permita à estudantada não apenas vê os textos, mas enxergá-los. “A luz é melhor que a treva”.




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