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  Regras do Blog | Perfil do tpadua 19 de dezembro de 2018  


02/03/2018
Exatos pagando pelos inexatos - Jacob Fortes

Jacob Fortes de Carvalho, de Sobradinho

Em 28.02.2018, o Flamengo jogou, no Brasil, contra o River Plate da Argentina, porém, sem a sua torcida rubra. Isso, segundo a imprensa, por causa, de uma punição que fora aplicada ao clube brasileiro pela CONMEBOL. A punição decorre do fato de alguns flamenguistas haverem importunado o sossego de um time de futebol que se hospedara em um hotel da cidade do Rio de Janeiro. Cidade do Rio: aquela em que os “cupins” da política saquearam tudo e agora o Governo Federal tira um pouquinho daqui, dali e dacolá, para acudir os cariocas; estes e os hóspedes estrangeiros à mercê do crime.

Pois bem, como é possível uma decisão da CONMEBOL causar tamanho estrago, provocar injustiças e prejuízos aos clubes e ao Estado Brasileiro? Os clubes de futebol são empresas que têm sobre si enorme responsabilidade social: folhas de pagamentos, dezenas de impostos, dentre os quais a previdência social; esta, aliás, à beira da falência. No jogo contra o River Plate o Flamengo teria a virtual possibilidade de lotar o estádio e, com isso, obter arrecadação salvadora. Ao contrário disso o jogo ocorreu de portões fechados, sem nenhum torcedor.

Como é possível uma decisão estrangeira privar milhões de brasileiros (que já pagam alto preço pelos pecados dos seus governantes, responsáveis por forrar o País de corrupção, de injustiças e crimes) do divertimento mais popular? Esse divertimento — que também serena a monotonia do cotidiano — tem ainda a serventia de sociabilizar.

Até quando os clubes brasileiros permanecerão de cócoras diante de uma situação que impede o faturamento tanto das empresas esportivas quanto de outros estabelecimentos ao derredor dos estádios, além de ônibus freteiros que deveriam ser contratados para conduzir torcedores das cidades circunvizinhas até o estádio, taxistas, enfim, tudo que compõe a cadeia econômica?  Quem poderá se insurgir contra essa regra futebolística que carreia sérios prejuízos aos clubes e ao Brasil em todas as direções? Isso faz lembrar o “Santo Ofício”.  Para publicar OS LUSÍADAS Camões ficou à mercê do Conselho Geral do “Santo Oficio”, a popular “Santa Inquisição”, (imagine se fosse “Malvada Inquisição”), cujo censor-mor se chamava Frei Bartolomeu Ferreira.

O que têm a dizer a imprensa esportiva sobre essa regra que faz o castigo ir além da pessoa do infrator? Isso, a bem dizer, seria o mesmo que matar a vaca para exterminar seis carrapatos. E os entes governamentais, Ministério da Justiça, Congresso Nacional, o que dizem? Até quando meia dúzia de baderneiros servirá de pretexto para que milhões de torcedores fiquem em suas casas mastigando o desejo de comparecer aos estádios juntamente com familiares porque a CONMEBOL não permite? Até quando irão vigorar em solo brasileiro os efeitos dos pecados de Adão?

Não sei se expendi às claras o meu parecer, só sei que expendi movido por um sentimento de brasilidade, evidentemente assustado tanto com a enormidade da insensatez da regra quanto pela passividade brasileira que aceita ficar à mercê da providência, dos censores estrangeiros.




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